Sexta-feira, 25 de Maio de 2012

Pedro Martins
Desanca nos Batoteiros


OS PERALVILHOS – PANGAIOS – E OS PANCRÁCIOS

Terça-feira, 7 de Fevereiro de 2012

Terça-feira, 6 de Dezembro de 2011

O COMODISMO É IRMÃO DA OPRESSÃO
 
Bertolt Brecht, dramaturgo, poeta e encenador, alemão anti-nazi, tendo vivido de 10/02/1898 a 14/08/1956, escreveu:
Há homens que lutam um dia, e são bons;
Há outros que lutam um ano, e são melhores;
Há aqueles que lutam muitos anos, e são muito bons;
Porém há os que lutam toda a vida
Estes são os imprescindíveis.
 
Respeitando as devidas diferenças entre o caráter das lutas a que aludia Brecht, e as que teremos que travar para lançar borda fora os provocadores do naufrágio da modalidade que tanto gostamos, apelo aos bons, aos melhores, aos muito bons e aos imprescindíveis que se levantem de uma vez por todas. É preciso lutar contra a opressão tirana, surda e maquiavélica da actual máquina apelidada de federação.
Quando nos acomodamos o sistema toma conta de nós. Embala-nos, engana-nos com o nosso consentimento, diz que faz tudo para o nosso bem, mesmo quando se apodera da fatia do nosso conhecimento fazendo-nos passar por ignorantes ou conformados a uma realidade bonita e fluorescente, que sendo só rica para eles querem fazer-nos acreditar que também é nossa.
O amigo Viegas lembrou, e muito bem, esse enorme poeta popular António Aleixo, quando afirma que há tanta burrice a mandar em homens de inteligência que até parece que burrice é uma ciência. A verdade é que nada disto se faz por burrice nem inconscientemente. Faz-se em função do dinheiro, desprezando o fator humano. Eles aprenderam rápido com o FMI.
Que fique claro que a culpa não morre solteira. Têm culpa os clubes, tal como diz o companheiro daquilo que deveria ser divertimento e não sacríficio, Joaquim Monteiro, que nada fazem para defender os seus atletas os quais, a esmagadora maioria, ainda paga para praticar a modalidade. Para além dos clubes, têm culpa os atletas que se submetem a provas de resistência e masoquismo de forma submissa, criticando em surdina este tipo de provas, como se receassem alguma escuta alheia. A alusão do Gama quanto à simpatia ideológica do presidente pelo ditador fascista, não posso corroborá-la por desconhecimento, pelo que não aceito que se sussurre o que deve ser dito em voz alta já que também desconheço a existência de uma pide no bilhar.
A opressão é exercida pelo medo ou pelo comodismo de quem a ela se submete. Sem a criação de um vasto campo que se reveja na insubmissão contra a ilegitimidade de quem dirige a modalidade, nada se transformará. É urgente juntarmos forças pela insubmissão, com o intuito de derrubarmos quem manda de forma ilegal e ainda, por cima, incompetente.
Apelemos aos nosso clubes que interponham de imediato uma providência cautelar contra a FPB, de modo a fazê-los cair. Denunciemos a perticipação em Assembleias Gerais de organismos fantasmas. A Associação de Bilhar do Porto não reune há mais de 16 anos, não tem atas, não tem dirigentes. não realiza eleições, mas aparece sempre algúem a votar. A Associação de Bilhar de Lisboa está na mesma situação. Depois surge uma associação de bilharistas, vale uma pipa de votos. que não se sabe quem é, onde reune, nem se preocupa em promover assembleias de bilharistas para defender os interesses destes- E, ainda, mais uma pipa de votos, a associação dos árbitros que é coisa que nunca existiu porque na prática não há, oficialmente, árbitros no bilhar. Na prova deste fim de semana não houve qualquer nomeação por parte do conselho de arbitragem, composto por atletas do mesmo clube. Escrevi bem: atletas. Sabem porque estes organismos participam nas assembleias gerais, presididas por um presidente em situação ilegal face ao regime de incompatibilidades? Porque pertencem ao sistema e votam em conformidade com o pensamento único.
Os clubes, que apesar de estarem contra esta situação, esperam por um momento mais oportuno a seu favor, estão a ser coniventes. O oportunismo também não nos serve. Avancemos para a criação de uma verdadeira associação de bilharistas, defensora dos nossos interesses, onde caiba a diferença de opiniões e as decisões sejam democráticas. Vamos jogar e lutar.
Um abraço para o Rui Viegas e o Joaquim Monteiro, que têm sido imprescindiveis para, pelas palavras, lançarmos alguns alertas-
Pedro F. Martins Pereira.   

Domingo, 4 de Dezembro de 2011

Exmo. Sr. Presidente,
 
Devido à vossa incapacidade de compreender o que é a prática desta modalidade, fui obrigado a desistir da partida decisiva de acesso ao apuramento da final do 2º open. por total e incapacitante debilidade fisíca. Tive um esgotamento tal que os lábios secaram. o corpo alagou-se em água, as pernas e os braços cederam ao esforço tornando infrutifera qualquer tentativa de executar a tacada. Aos 59 anos, quando a prática da modalidade deveria representar diversão e parte complementar dos períodos de lazer da minha vida, vejo-me obrigado a realizar verdadeiras provas de resistência que contrariam a verdade e o conceito de concentração exigidas nesta modalidade. Quando os profissionais se recusam a participar em tamanhos actos bárbaros. e mesmo quando realizam dois jogos num dia fazem-no com bastantes horas de intervalo. porqoe haveremos nós. meros amadores. de participar em tais actos de perfeita vulgarização e vandalização da modalidade.
O jogo da desistência, aos 30-25, foi o quarto do dia. A partida anterior terminou às 21h e 20m. impossibilitando os jogadores de jantarem já que a partida decisiva começaria âs 22h. A acompanhar o desrespeito com que nos tratam. apresentam no vosso site uma informação não verdadeira onde indicam que fiz falta de comparência. Estive presente e bem presente. Realizei três partidas. tendo vencido duas e perdido uma. tendo feito média superior a 1,000 em todas elas. mesmo na que perdi. Claro que terão que me averbar derrota pela desistência, mas nada mais, tendo que considerar todo o restante torneio sem qualquer penalização. Exatamente como se faz no ténis. Tenho testemunhas do estado em que fiquei, quase não conseguia fazer ouvir a minha voz, que confirmarão  tudo que assistiram. Face a tamanha debilidade passei pelo Hospital Pedro Hispano. por volta da uma hora. porque até na cama tudo me doía. O senhor sabe dos meus problemas fisicos, até já conseguiu castigar-me, apesar de saber que tinha autorização para o uso de substâncias proibidas passada pela Autoridade Anti Dopagem.
Qualquer ato de profundo desrespeito pela minha condição de atleta merecerá a devida resposta. Pela minha vida e pela minha dignidade, lutarei até onde a arte, a inteligência e o coração me mandarem.
Faço-lhe sentir que este torneio não foi disputado em pé de igualdade. Em Leça ninguém disputou quatro jogos no mesmo dia. porque levaram a última jornada para domingo. Face a esta desigualdade, o torneio deixou de obedecer à mesma calendarização, tornando-se ilegal. Sempre a mesma irresponsabilidade que conduz à irregularidade e ilegalidade.
Este tipo de torneios deve começar na sexta e concluir-se no domingo à tarde. Mas isto só tem validade para quem tem bom senso. O senhor mais parece presidir a uma qualquer comissão liquidatária da modalidade do que a outra coisa qualquer.
Com toda a atenção
Pedro F. Martins Pereira 

Segunda-feira, 21 de Novembro de 2011

Joaquim Monteiro:- Parabéns Pedro

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VERTIGINOSA DESCIDA

Numa época controversa sobre a reorganização territorial, daí o famoso livro verde com capas azuis, em que as freguesias se vêem no papel de agregadas ou agregadoras, quase como as nódoas e os glutões da célebre publicidade, a FPB vai mais longe criando uma espécie de República Federal com legislação apropriada para cada estado. Quando o citado livro verde preconiza extinções sem critério de freguesias, preparando conforme o acordo “troikiano” a   fusão de municípios e o fim da ideia regionalização, já a federação viu largo – estados dentro da federação.
Fernando Maia, atleta do S.L. Benfica na modalidade de 3 tabelas, por infortúnio desportivo e porque infelizmente todos temos de comer para sobreviver, veio trabalhar para o norte do país. Não tinha nada que o fazer porque o orçamento da federação é um orçamento para o emprego, ao contrário do orçamento recessivo do governo. Raciocinando como os “empoleirados” fazedores de leis para tão maltratada modalidade, a mudança de local de trabalho não tem sentido num país onde a oferta de emprego é maior que a procura (sociedade de pleno emprego), pelo que o atleta mereceu castigo exemplar: jogava na 1ª divisão no sul, joga na 3ª divisão no norte. Vertiginosa descida por cada 100Km de movimento. Cuidado praticantes da modalidade, se tiverem de mudar de região para trabalhar, já sabem; catrapumba.
Julgo que a federação terá um departamento por estado federal, de 100 em 100 km, aplicando o respectivo corretivo pela mudança. Mais ainda: este atleta acaba por descer mais uma categoria devido à criação da tão pomposa elite. Desce 3 divisões porque tem a desfaçatez de trabalhar, teve o atrevimento de mudar de estado só pela razão do emprego. Talvez fosse de lhe instalar um processo sumário com sentença exemplar – descida para a 4ª divisão de modo a jogar sozinho. Queres emprego – TOMA!
A talhe de foice, embora a aplicação de uma boas marteladas em algumas cabeças não fosse nada mau, concluo que a criação da divisão de elite obedece a um erro de concepção porque, e após consulta de alguns textos sobre a criação das pirâmides do Egito, nada encontrei que desse razão aos mentores do projeto. Nenhuma pirâmide foi construída a partir de cima. Uma elite não existe. È demasiado pretensioso alguém julgar-se elite seja do que for. Criem quatro categorias, mas comecem a pirâmide por baixo para não ruir. Mantenham a designação de 1ª divisão.
Conclusão:
Conheci uma senhora que todos julgavam chamar-se Elite, desconhecendo o motivo de tal pseudónimo e pensando ser nome próprio, abeirei-me dela e balbuciei:
- Bom dia D. Elite. Respondeu-me:
- Vai chamar elite ao car…

Domingo, 13 de Novembro de 2011

Pode Fazer Comentários Anónimos


SOBRE O DEFAULT

Ao colaborar com o controverso mas lúcido, insano mas coerente, “ESPECIAL BILHAR”, onde a realidade se confunde com inteligentes laivos de loucura, coloco-me na posição de eventual avaliação quanto à minha sanidade mental. O próprio título da página “default”, que tem como principal significado incumprimento, não lembra nem a um qualquer gaijito do FMI, mesmo com propensões violadoras. Eles não gostam de ouvir falar de default. Veja-se o exemplo da Grécia  que quando falou que não podia cumprir – default – provocou tal crash na bolsa que até a D. Aninhas, nova D. Branca que faz concorrência à banca na aquisição de títulos da dívida pública, de diversos países europeus, telefonou à Merkel e disse: “ENTÃO COMO É?”. A D. Aninhas vai ser a nova sponsor da F. P. de Bilhar na organização de provas internacionais, para que esta adquira mesas espanholas, em substituição das mesas carrinho, cuja fábrica vai dedicar-se exclusivamente ao fabrico de urnas. Depois de tanta colaboração com os coveiros que têm andado a enterrar a modalidade de 3 tabelas, finalmente vai dedicar-se à arte fúnebre.. Abençoados sejam.

Nesta minha apresentação, falo-vos principalmente de incumprimento, pois o incumprimento da FPB para com a modalidade é tal como a Branca de Neve se apresentou aos anões – grande demais. O reinado “Gomista” à cabeça da Federação caracteriza-se por dois aspectos fundamentais: austeridade e autoritarismo.. Senão vejamos:
1. AUSTERIDADE PARA UNS E REGABOFE PARA OUTROS
Gomes cortou com subsídios a clubes e jogadores, bem como com o fornecimento de material. Jogam-se finais de torneios e do campeonato nacional em panos usados, em condições execráveis onde os recursos técnicos não podem ser usados. “Todos querem mama” frase proferida pelo mesmo no decorrer de uma Assembleia Geral.
Entretanto outros viajam e comem à mesa do rei, conforme se verificará no orçamento para 2012, onde são inscritas verbas mal explicadas. Ex: cerca de 82.000,00 € para deslocações e estadas (não estão contempladas as despesas de seleções e atletas) e 120.737,00€ para outros custos e perdas operacionais indevidamente explicados.
2. AUTORITARISMO IGNORANTE
Incumprimento para com a Democracia. Instauram inquéritos e suspendem de forma aleatória e irracional. Não respondem a protestos, ameaçam e chantageiam. Como qualquer autocracia exercem o poder de forma discricionária e ignorante. Leia-se o comunicado da direção onde o português é vilipendiado. Abrenúncio diria qualquer velha carpideira se tivesse acesso a tal comunicado.
Para completar tamanho festim, resta acrescentar que tanto incumprimento é ilegítimo, porque quem o pratica está ilegalmente no poder. Incumprimento ilegítimo e ilegal. Regabofe a toda a linha.
Dizia-me um amigo: “mas nem tudo pode estar pode na federação”. Respondi-lhe que não porque a ASAE apreendeu tudo que estava nas arcas frigoríficas.
As soon is possible, escreverei mais. Isto foi só para mostrar que sei umas merditas de inglês.
Que o espírito do bilharista morto, vitimado por um enfarte fulminante na mesa de jogo, vos acompanhe e ilumine o caminho, que a electricidade com IVA a 23% está cada vez mais cara.
Pedro F. Martins Pereira.